domingo, 29 de abril de 2012

Dissecando a árvore genealógica

Antes de iniciar esse texto vale duas colocações:
1) Tô puto. Tenho até Agosto pra Qualificar, mas minha orientadora quer q Qualifico em Junho pq um amigo dela q é especialista no assunto q vou discutir vai estar por aqui na época. E como o meu programa de pós da minha Federal não paga, pro Mestrado, a vinda de membros de outros estados, ela quer aproveitar... Disse q eu devia tentar arrumar o texto até lá. Foda. O cara é foda, mas é complicado.
2) Resolvi escrever esse post depois de: i) ver tantos amigos blogueiros discutindo acerca de suas famílias, confesso q pouco falei da minha e nem sei pq adiei tanto; ii) o q me motivou a escrever esse post e a escolha do 1 familiar q irei discutir (minha Vó materna) foi o post lindo do Cara Comum* e sua relação bacana com sua vó, aliás mais uma vez ele, assim como tantos outros companheiros blogueiros afetam e inspiram minha escrita (e minha reflexão).


Começo deixando claro: minha família sempre foi super estranha pra mim.
Muito estranha.
Esses dias, principalmente após o post do Cara Comum,  me pegou a questão da relação q tive/tenho com minha Vó materna.
Um adendo: não conheci meus avós paternos. Morreram antes do meu nascimento.

Eu não me recordo, e até falei isso com a minha irmã, de uma recordação feliz com a minha vó. Nenhuma.
Nada vem na minha mente.
Nem um aroma, comida, objeto, toque... Nada.
Apenas manifestações impostas por uma relação de sangue.
Nenhum carinho foi original ou mesmo natural, apenas imposto por obrigações sanguíneas, que aos olhos da sociedade, uma avó tem obrigação de praticar.
Isso é horrível, mas é verdade.

Sinceramente: eu não tenho carinho ou mesmo afeição pela minha vó, apenas um respeito imposto pelo sangue. Apenas isso.
Somos diferente, água e vinho.
Ok, diferenças de pensamento e idade nos afasta, mas não é só isso.
É uma questão de caráter msmo. Com o tempo descobri q minha vó é uma pessoa gananciosa e interesseira, q leiloa o sim e a afeição pela filha q mais lhe agrada ($$$).
Racista e preconceituosa. Algo tão feio...
Ela traumatizou a cabeça das filhas com uma ideia de q ninguém presta. Isso foi terrível na vida das minhas tias e mãe: elas não tem amigas, não estabeleceram relações.
Esbanja uma necessidade de apresentar sua família como o último reduto da moral e ética. Exibe uma religiosidade quase q obrigatória.
Enfim, coisas e gestos q nunca permitiram q tivéssemos laços efetivos.
Com meu primo existe uma relação melhor, com minha irmã tb, mas comigo é algo mais complexo. Chega a ser um teatro barato.
Complicado explicar isso para os outros essa fuga da concepção padrão de q Vó é docinho de goiaba. A minha não é.
Só sabe falar horrores do meu avô, todo dia e pra todos (assim como minha mãe fala do meu pai). Mas separar? Nunca, é uma 'desonra' pra família.

Fazer o q...

Bjos.

Off: Sei q esse post ficou meio q jogado... Mas não tive paciência para uma revisão detalhada e sabe quando o texto precisa ser escrito, posto no papel? Então...

http://umpotedeouro.blogspot.com.br/2012/04/da-familia-minha-avo.html

23 comentários:

  1. Lamentável o fato, afinal ela deveria ser um bom exemplo de afeto, carinho, esbanjando boa experiencia de vida, além de outros adjetivos..
    Abraços!

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    1. Ro, acho q pode ter sido isso msmo: um exemplo do q não ser. Por aí msmo.

      Um bjão. =)

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  2. nenhum família é perfeita, mas não conseguimos viver sem ela :)

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    1. Fred: a imposta ou a escolhida?
      Rsrs.

      Um bjão.

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  3. é, mas com certeza o Cara Comum vai concordar comigo, nós temos a familia q temos, não podemos manter traumas e tristezas pq elas não funcionam como aquelas propagandas de margarina, aquilo não existe, #fato.
    sobre sua qualificação: sua orientadora tá certa! corre então, menino!

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    1. Sim, não existe esse ideal de família, mas acho q existem as mais ajustadas e as menos ajustadas, né?
      Aí Foxx, pior q tô puto: 2 meses q vou encurtar o lance por conta do homem lá. Aff.

      Bjos.

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  4. Prisioneiro 001:

    Graças a Deus não posso falar assim da minha vó porque ela a pessoa mais amávael e especial que já conheci. Linda semana e boa sorte com teus projetos da pós.
    Abraços.

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  5. Digitei errado acima: minha vó foi a pessoa mais amável e especial que já conheci, infelizmente ela não tá mais entre nós.

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  6. Acho que as relações com os Avós dependem bastante do modo como nos relacionamos com os nossos Pais. Se temos uma boa relação com eles, os Avós não são tão necessários...Se os Pais nos entregam um bocado aos Avós, é diferente; mas de qualquer forma não devemos esquecer que são duas gerações de diferença...

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  7. De fato, não existe família perfeita. Eu também nunca publiquei nada sobre a minha, acho que (ainda) não é hora, e minha árvore é tão complexa que na verdade é a união de duas, completamente diferentes!

    E fico feliz que não puxou esse "galho" da sua avó. Isso, é o mais importante!

    Abraços!

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    1. Sapito: é algo meio tenso, dolorido, né?
      Rsrs.

      Eu tento não puxar. Atividade diária. Rs.

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  8. É.. Nem toda avó segfue o estereotipo da velhinha boazinha, né??? Não mesmo.. A gente bem sabe disso!!!!

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  9. Eu penso assim: ela te serviu de contraponto. Isso é importante. Também acredito que nunca devemos julgar ninguém, pois dificilmente conseguimos entender o que faz uma pessoa ser assim ou não. Faz parte da vida sermos nós e íntegros. Essa é a tarefa.

    Beijos.

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  10. infelizmente algumas pessoas em nossa família são impostas, como você disse, pelo 'sangue'. mas não significa que as afinidades obrigatoriamente tem que existir. há muitos casos de pessoas que não têm afinidade com outras da família e são indiferentes quanto a isso.
    siga seu coração e escolha as pessoas pra ter perto de você aquelas pessoas que te fazem bem e de quem você mais gosta.

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    1. Railer, o lance do fazer sua própria família, né?

      Um bjão.

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  11. Pois é... eu sempre olho os mais velhos e penso em que tipo de vida tiveram... eu tive pouco contato com meus avós, por uma série de razões. Alguns morreram quando eu era muito novo, outros por conta da distância (morravamos longe) não tive chance de conviver...

    De qualquer forma, ela é uma parte sua... é parte da sua história, e como disse o Lucas, no pior caso, serviu de contraponto.

    Abração!

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    1. Latinha, sumidão!
      Acho q é isso msmo.

      Um bjaço.

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  12. Infelizmente, há parentes que são só... parentes. Tive a sorte de conviver com meus avôs e avós de ambos os lados. Minha avó paterna é a que era mais problemática, mas isso não refletia diretamente na minha relação com ela.

    E o texto não ficou jogado, não. Gostei da fluidez das ideias.

    Hugz!

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    1. Oi lindão, acho q no fim é isso msmo.
      Se não serviu pra algo no sentido de afeto, q sirva de contraponto, né?

      Um bjão.

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